segunda-feira, 14 de março de 2011

Sistema chinês de posicionamento global por satélites vem aí

China está construindo seu próprio sistema GPS

Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/03/2011

GPS chinês
A Academia Chinesa de Ciências anunciou que a China terá seu próprio sistema de navegação global por satélites, formado por uma constelação de 30 satélites.
Citando um "especialista sênior de tecnologia espacial da China", a agência afirmou que o projeto está previsto para estar plenamente funcional em 2020.
O programa prevê o lançamento de 12 a 14 satélites durante o período que vai de 2011 a 2015.
Navegação por satélite
A China começou a construir seu próprio sistema de navegação por satélite em 2000, montando um sistema regional de navegação por satélite.
O sistema Beidou começou com o lançamento de três satélites geoestacionários entre Outubro de 2000 e maio de 2003 - beidou significa bússola em chinês.

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Cooperação, interdisciplinaridade - requisitos fundamentais para a ciência?

Colaboração e convergência

 

3/3/2011
Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Em 1999, o uso de softwares com base na internet possibilitou a concretização de um marco da ciência brasileira: o sequenciamento completo do DNA da bactéria Xylella fastidiosa, causadora da clorose variegada de citros, popularmente conhecida como praga do amarelinho.

Para o pesquisador britânico Steve Oliver, que integrou o comitê diretivo do projeto de sequenciamento, realizado no âmbito pelo Programa Genoma-FAPESP, a iniciativa não apenas correspondeu à introdução da bioinformática no Brasil, mas também revolucionou a cultura de cooperação científica no país.

Oliver, que é diretor do Centro de Biologia de Sistemas da Universidade de Cambridge (Reino Unido), participou, no dia 24 de fevereiro, do Workshop on Synthetic Biology and Robotics, organizado pela FAPESP e pelo Consulado Britânico em São Paulo, no âmbito da Parceria Brasil–Reino Unido em Ciência e Inovação.

No evento, Oliver falou sobre a aplicação da automatização à análise metabolômica – área que procura explorar toda a diversidade metabólica existente nos sistemas biológicos – e à quimiogenômica, ou o estudo das respostas genômicas dos compostos químicos com o objetivo de identificar novos fármacos e alvos terapêuticos. Nesses estudos, ele utiliza “robôs cientistas” desenvolvidos na Universidade de Gales, no Reino Unido.

Em entrevista à Agência FAPESP, Oliver analisou o perfil do cientista que trabalhará na área emergente que reúne a robótica e a biologia sintética. O cientista também comento...

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Abolição em debate

Movimento da senzala

2/3/2011
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Com base na historiografia tradicional, o abolicionismo e o fim da escravidão no Brasil foram interpretados por muito tempo como processos elitistas, nos quais o escravo aparecia como um personagem passivo. O livro O Plano e o pânico: os movimentos sociais na década da Abolição, que acaba de ganhar sua segunda edição, revista, vem contribuindo desde 1994 para mudar essa visão.
O fim da escravidão foi resultado de uma cultura política gestada no cotidiano do trabalho nas senzalas, de acordo com a obra, fundamentada em pesquisa realizada a partir de múltiplas fontes por Maria Helena Toledo de Machado, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com Maria Helena, a tese central do livro – que teve origem em sua pesquisa de doutorado, concluída na USP em 1991 – é que os escravos não tiveram um papel passivo no processo que culminou com o fim da escravidão, que não teve nada de elitista, ao contrário do que deixava transparecer a historiografia abolicionista.
“Os escravos tiveram ampla participação no processo, em um movimento que também envolveu trabalhadores livres pobres e imigrantes. A atuação dos líderes abolicionistas só é compreensível como parte de um contexto de uma cultura política que teve origem nas senzalas, com a tensão social causada por sucessivas fugas em massa ao longo da década de 1880”, disse à Agência FAPESP.
Segundo a historiadora, o objetivo do livro era analisar a atuação dos escravos no processo de abolição, no período entre 1880 e 1888, no contexto paulista. Para isso, além de consultar uma bibliografia internacional, ela realizou uma pesquisa inédita considerando acervos judiciários e a documentação da polícia em cidades paulistas.
“Tratava-se de uma documentação massiva, com milhares de documentos que mapeei para selecionar apenas o que se referia aos escravos. A partir dessa seleção, valorizei os casos que relatavam revoltas, fugas em massa, homicídios, invasões de cidades e outros movimentos de maior impacto”, afirmou.


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Comentário: Realmente é uma grande mudança na visão historiográfica predominante. Não significa que a abolição representou a verdadeira libertação dos negros, pois de fato foram abandonados à própria sorte pelo governo monárquico. Junto com a Lei Áurea deveria ser prevista alguma forma de inclusão social dos antigos escravos, uma inserção no mercado de trabalho. Ao contrário, a eles restou apenas o sub-emprego, ou mesmo nem isso.