Não entendo como ainda existe no Brasil essa idéia de democracia racial. A própria miscigenação da sociedade foi uma consequência da violência e dos abusos a que negras eram submetidas pelos seus senhores ou patrões.
Muitos alegam que a discriminação ocorre em razão da classe social, e não pela cor, o que não poderia estar mais longe da realidade. São duas questões diferentes, são preconceitos que se somam e que acentuam o grau de marginalização e exclusão do indivíduo na sociedade.
Essa exclusão vai ocorrer durante a seleção para emprego, na escolha de qual funcionário será promovido, na formação do grupo diretivo da empresa, no salário oferecido e em diversas outras situações.
Além desses fatores mais objetivos, há o fato de o negro ver atacada sua imagem, sua cor, desde criança, o que apenas prejudica sua auto-estima, e consequentemente, suas ambições de vida.
Acredito que essa realidade tem se alterado um pouco nos últimos anos, especialmente com as políticas de cotas em universidades, mas muito caminho ainda precisa ser trilhado.
O futebol não deixa de ser diferente, faz parte da sociedade brasileira e por isso não está imune ao preconceito. Aceita-se o negro porque indiscutivelmente ele possui uma habilidade acima da média (bem como o negro do basquete norte-americano), mas desde que seja apenas para esse trabalho braçal. Para compor a diretoria de um clube, para ser um treinador de respeito, para dirigir as federações de futebol, aí é um trabalho para os senhores brancos...
15/4/2011
Por Elton Alisson
Agência FAPESP – Atos racistas, como os que tiveram como alvos os jogadores Roberto Carlos e Neymar recentemente, em jogos na Europa, costumam ganhar maior repercussão justamente quando ocorrem no exterior.
Quando acontecem em estádios brasileiros, episódios como esses costumam ser minimizados ou negados pelos autores e até mesmo pelos próprios atletas hostilizados, devido à ideologia de que o Brasil é uma democracia racial e isento de racismo, segundo dissertação de mestrado em história social defendido em fevereiro na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
Intitulado “Além dos gramados: história oral dos negros no futebol brasileiro (1970-2010)”, o estudo foi feito por Marcel Diego Tonini e contou com Bolsa da FAPESP.
Para desenvolvê-la, o autor entrevistou 20 personalidades do futebol brasileiro, entre jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes, torcedores, jornalistas e especialistas, em sua maioria negros.
Entre os entrevistados estão o comentarista esportivo Leovegildo Lins da Gama Júnior, ex-lateral do Flamengo e da Seleção Brasileira; Jairo do Nascimento, goleiro do Corinthians na década de 1970; José Carlos Serrão (Zé Carlos), ponta e meia-esquerda do São Paulo no começo dos anos 1970 e atual técnico do Central de Pernambuco; e Luiz Carlos (Lula) Bezerra Pereira, que jogou no Sport Recife e no América-MG, entre outros times.
Questionados inicialmente por Tonini se já tinham sido alvo de atos racistas em campo no período em que atuaram como jogadores, a maioria procurou negar, em um primeiro momento, a existência de racismo no futebol brasileiro e evitou expressões como discriminação. Mas, aos poucos, começaram a relatar alguns casos que sofreram.
Já os entrevistados brancos procuraram relativizar as ocorrências de racismo...
Continua em:
Racismo no Futebol
Um blog destinado a discutir um pouco de ciência e política, a influência de um no outro, além das últimas novidades tecnológicas que tenham grande repercussão social.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Divulgação Científica
Folha artificial
28/3/2011Na 241ª reunião nacional da American Chemical Society, o grupo liderado por Daniel Nocera, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), descreveu uma célula solar do tamanho de um baralho de cartas capaz de imitar a fotossíntese, processo por meio do qual as plantas convertem luz e água em energia.
A fotossíntese artificial é investigada em centros de pesquisa de diversos países e foi um dos principais assuntos debatidos no Workshop BIOEN/PPP Ethanol on Sugarcane Photosynthesis, realizado pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia em 2009.
“Uma folha artificial funcional tem sido uma espécie de cálice sagrado da ciência há decadas e acreditamos que tenhamos conseguido desenvolvê-la. Nossa folha se mostrou promissora como uma fonte de energia de baixo custo para residências pobres em países em desenvolvimento, por exemplo. Nosso objetivo é fazer com que cada casa tenha sua própria geração de eletricidade”, disse Nocera.
Apesar de ter como base as folhas verdes, o dispositivo apresentado pelos cientistas norte-americanos em nada lembra um vegetal, com exceção do resultado energético.
Continua em: Folha artificial
Comentário: Projeto espetacular que traria a independência energética para muitos povos. Interessante especialmente numa época em que se debate tanto o uso da energia nuclear. A questão é que uma invenção como essa afetaria poderosos interesses econômicos e empresariais. Não sei por que mas não consigo imaginar que esse aparelho chegue para a população mais carente a preços acessíveis.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Sistema chinês de posicionamento global por satélites vem aí
China está construindo seu próprio sistema GPS
Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/03/2011
A Academia Chinesa de Ciências anunciou que a China terá seu próprio sistema de navegação global por satélites, formado por uma constelação de 30 satélites.
Citando um "especialista sênior de tecnologia espacial da China", a agência afirmou que o projeto está previsto para estar plenamente funcional em 2020.
O programa prevê o lançamento de 12 a 14 satélites durante o período que vai de 2011 a 2015.
Navegação por satélite
A China começou a construir seu próprio sistema de navegação por satélite em 2000, montando um sistema regional de navegação por satélite.
O sistema Beidou começou com o lançamento de três satélites geoestacionários entre Outubro de 2000 e maio de 2003 - beidou significa bússola em chinês.
Continua em: China está construindo seu próprio sistema GPS
quarta-feira, 9 de março de 2011
Cooperação, interdisciplinaridade - requisitos fundamentais para a ciência?
Colaboração e convergência
3/3/2011
Agência FAPESP – Em 1999, o uso de softwares com base na internet possibilitou a concretização de um marco da ciência brasileira: o sequenciamento completo do DNA da bactéria Xylella fastidiosa, causadora da clorose variegada de citros, popularmente conhecida como praga do amarelinho.
Para o pesquisador britânico Steve Oliver, que integrou o comitê diretivo do projeto de sequenciamento, realizado no âmbito pelo Programa Genoma-FAPESP, a iniciativa não apenas correspondeu à introdução da bioinformática no Brasil, mas também revolucionou a cultura de cooperação científica no país.
Oliver, que é diretor do Centro de Biologia de Sistemas da Universidade de Cambridge (Reino Unido), participou, no dia 24 de fevereiro, do Workshop on Synthetic Biology and Robotics, organizado pela FAPESP e pelo Consulado Britânico em São Paulo, no âmbito da Parceria Brasil–Reino Unido em Ciência e Inovação.
No evento, Oliver falou sobre a aplicação da automatização à análise metabolômica – área que procura explorar toda a diversidade metabólica existente nos sistemas biológicos – e à quimiogenômica, ou o estudo das respostas genômicas dos compostos químicos com o objetivo de identificar novos fármacos e alvos terapêuticos. Nesses estudos, ele utiliza “robôs cientistas” desenvolvidos na Universidade de Gales, no Reino Unido.
Em entrevista à Agência FAPESP, Oliver analisou o perfil do cientista que trabalhará na área emergente que reúne a robótica e a biologia sintética. O cientista também comento...
Continua em: Colaboração e convergência
quarta-feira, 2 de março de 2011
Abolição em debate
Movimento da senzala
2/3/2011Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Com base na historiografia tradicional, o abolicionismo e o fim da escravidão no Brasil foram interpretados por muito tempo como processos elitistas, nos quais o escravo aparecia como um personagem passivo. O livro O Plano e o pânico: os movimentos sociais na década da Abolição, que acaba de ganhar sua segunda edição, revista, vem contribuindo desde 1994 para mudar essa visão.
O fim da escravidão foi resultado de uma cultura política gestada no cotidiano do trabalho nas senzalas, de acordo com a obra, fundamentada em pesquisa realizada a partir de múltiplas fontes por Maria Helena Toledo de Machado, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com Maria Helena, a tese central do livro – que teve origem em sua pesquisa de doutorado, concluída na USP em 1991 – é que os escravos não tiveram um papel passivo no processo que culminou com o fim da escravidão, que não teve nada de elitista, ao contrário do que deixava transparecer a historiografia abolicionista.
“Os escravos tiveram ampla participação no processo, em um movimento que também envolveu trabalhadores livres pobres e imigrantes. A atuação dos líderes abolicionistas só é compreensível como parte de um contexto de uma cultura política que teve origem nas senzalas, com a tensão social causada por sucessivas fugas em massa ao longo da década de 1880”, disse à Agência FAPESP.
Segundo a historiadora, o objetivo do livro era analisar a atuação dos escravos no processo de abolição, no período entre 1880 e 1888, no contexto paulista. Para isso, além de consultar uma bibliografia internacional, ela realizou uma pesquisa inédita considerando acervos judiciários e a documentação da polícia em cidades paulistas.
“Tratava-se de uma documentação massiva, com milhares de documentos que mapeei para selecionar apenas o que se referia aos escravos. A partir dessa seleção, valorizei os casos que relatavam revoltas, fugas em massa, homicídios, invasões de cidades e outros movimentos de maior impacto”, afirmou.
Continua em: Movimento da senzala
Comentário: Realmente é uma grande mudança na visão historiográfica predominante. Não significa que a abolição representou a verdadeira libertação dos negros, pois de fato foram abandonados à própria sorte pelo governo monárquico. Junto com a Lei Áurea deveria ser prevista alguma forma de inclusão social dos antigos escravos, uma inserção no mercado de trabalho. Ao contrário, a eles restou apenas o sub-emprego, ou mesmo nem isso.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Instituto Butantan
Uma pena que um investimento desse tipo ocorra apenas depois de uma tragédia para a Ciência e para a História, considerando que muitos exemplares que se perderam no Butantan já estavam extintos na natureza.
Mas não deixa de ser uma boa notícia.
Detalhe para a criação de uma vacina para a dengue que muito em breve deve ficar pronta.
Por Elton Alisson
Agência FAPESP – Quase um ano depois de ser atingida por um incêndio de grandes proporções, que colocou em risco sua existência, a coleção de serpentes do Instituto Butantan ganhará um novo abrigo.
O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o secretário da Saúde, Giovanni Guido Cerri, anunciaram nesta terça-feira (23/2), durante as comemorações dos 110 anos do Butantan, a construção do novo Prédio de Coleções da instituição de pesquisa paulista.
Orçado em R$ 3 milhões, o edifício com área total de 1,6 mil m² deverá ser construído até o fim de 2011 e abrigará, além da coleção de serpentes, a de artrópodes, a de insetos e o banco de tecidos do instituto.
Continua em: Novo prédio para o Instituto Butantan
Mas não deixa de ser uma boa notícia.
Detalhe para a criação de uma vacina para a dengue que muito em breve deve ficar pronta.
Exemplares bem guardados
24/2/2011Por Elton Alisson
Agência FAPESP – Quase um ano depois de ser atingida por um incêndio de grandes proporções, que colocou em risco sua existência, a coleção de serpentes do Instituto Butantan ganhará um novo abrigo.
O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o secretário da Saúde, Giovanni Guido Cerri, anunciaram nesta terça-feira (23/2), durante as comemorações dos 110 anos do Butantan, a construção do novo Prédio de Coleções da instituição de pesquisa paulista.
Orçado em R$ 3 milhões, o edifício com área total de 1,6 mil m² deverá ser construído até o fim de 2011 e abrigará, além da coleção de serpentes, a de artrópodes, a de insetos e o banco de tecidos do instituto.
Continua em: Novo prédio para o Instituto Butantan
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Parceria Brasil-Ucrânia
Brasil prepara lançamento inédito de foguete em 2012
BBC Brasil | 17/02/2011 14:56
De acordo com especialistas, foguete Cyclone-4, de fabricação ucraniana, tem pouca capacidade de carga e seu uso ainda é incerto
O Brasil prepara, para 2012, um feito inédito em seu programa espacial: pela primeira vez, irá colocar no espaço, a partir do seu próprio solo, um foguete com um satélite a bordo.
BBC Brasil | 17/02/2011 14:56
De acordo com especialistas, foguete Cyclone-4, de fabricação ucraniana, tem pouca capacidade de carga e seu uso ainda é incerto
O Brasil prepara o lançamento no Maranhão de um foguete ucraniano com um satélite. Na imagem o centro de montagem na Ucrânia, onde o foguete está sendo construído
O Brasil prepara, para 2012, um feito inédito em seu programa espacial: pela primeira vez, irá colocar no espaço, a partir do seu próprio solo, um foguete com um satélite a bordo.
Trata-se do Cyclone-4, foguete de fabricação ucraniana que deve ser lançado no ano que vem da base de Alcântara (MA), em uma parceria que começou a ser orquestrada em 2003. Pelo acordo, o Brasil entra com a base, e a Ucrânia, com a tecnologia do foguete.
Um lançamento bem-sucedido pode elevar o status dos dois países no cenário espacial global. No entanto, um dos dilemas do programa é quanto ao uso que o Brasil poderá dar ao Cyclone-4. Alguns especialistas ouvidos pela BBC Brasil consideram “altamente questionável” sua viabilidade comercial.
Uma questão-chave é a capacidade limitada de carga do Cyclone-4: para a chamada órbita geoestacionária, em que o satélite fica a 36 mil km de altitude e parado em relação a um ponto na superfície da Terra, o foguete só consegue levar carga de 1,6 mil quilos, o que é considerado insuficiente para muitos satélites de comunicação.
“O programa foi inicialmente proposto como uma empreitada de cunho comercial, e que deveria se sustentar com a venda dos serviços de lançamentos de satélites. Mas sua evolução não corrobora essa hipótese”, disse José Nivaldo Hinckel, coordenador do departamento de mecânica espacial do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Fontes ligadas à ACS, empresa binacional criada pela...
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Energia sustentável
Uma notícia muito interessante e que pode sacudir o setor energético futuramente. Sem contar que tornará a produção de cana-de-açúcar ambiental e socialmente mais aceitável do que é hoje.
A ideia não é nova, mas logo deverá ser posta em prática para verificar sua viabilidade.
IPT vai construir usina para gaseificar bagaço de cana
IPT - 15/02/2011
Eletricidade e plásticos
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) irá construir uma usina-piloto de processamento de bagaço de cana-de-açúcar.
A usina, que pretende dar um destino mais nobre ao material hoje queimado, deverá não apenas gerar energia elétrica, como substituir plásticos derivados do petróleo.
A usina deverá entrar em atividade em três anos no município de Piracicaba, no interior de São Paulo, e servirá de modelo ao setor sucroalcooleiro.
Mais em:
IPT vai construir usina para gaseificar bagaço de cana
A ideia não é nova, mas logo deverá ser posta em prática para verificar sua viabilidade.
IPT vai construir usina para gaseificar bagaço de cana
IPT - 15/02/2011
Eletricidade e plásticos
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) irá construir uma usina-piloto de processamento de bagaço de cana-de-açúcar.
A usina, que pretende dar um destino mais nobre ao material hoje queimado, deverá não apenas gerar energia elétrica, como substituir plásticos derivados do petróleo.
A usina deverá entrar em atividade em três anos no município de Piracicaba, no interior de São Paulo, e servirá de modelo ao setor sucroalcooleiro.
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IPT vai construir usina para gaseificar bagaço de cana
Óculos eletrônicos usam lente de cristal líquido
Óculos eletrônicos usam lente de cristal líquido
Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/02/2011
Em 2009, um pesquisador da Universidade de Oxford, na Inglaterra, apresentou uma espécie de óculos universal.
A ideia de nunca mais precisar trocar as lentes é tentadora. Mas o protótipo é esquisito, para dizer o mínimo, e exige nada menos do que uma seringa para que o grau seja ajustado.
A ideia do Dr. Ronald Blum parece estar mais alinhada com o estado da arte da tecnologia. Mas que ninguém se engane: a ideia está sendo desenvolvida há 12 anos, segundo ele.
Finalmente, o oftalmologista empresário está colocando no mercado os seus óculos eletrônicos, batizados de emPower.
Óculos eletrônicos
O objetivo dos óculos eletrônicos é um pouco menos ambicioso do que o dos óculos universais alimentados a seringa d'água: eles visam substituir os óculos bifocais ou multifocais.
O efeito é o mesmo, com a diferença de que a pessoa pode ligar e desligar a porção da lente ajustada para a visão de perto, deixando todo o campo de visão livre quando se quer olhar para longe.
Continue a ler em:
Óculos Eletrônicos
Comentário:
Interessante invenção que alimenta aquela discussão sobre o custo-benefício de algumas novas tecnologias. Muitos duvidavam que e-book pudesse substituir o livro convencional, e hoje vemos uma profusão de tablets que podem fazer esse papel. Mas se os tablets não possuíssem uma variedade de outras funcionalidades, talvez isso nunca ocorresse.
As dificuldades desses óculos são pelo menos duas: a necessidade de carregar a bateria e sua manutenção.
O prazo de vida das lentes é o mesmo dos óculos convencionais, afinal de contas, se o grau for modificado, as lentes deverão ser trocadas de qualquer forma.
Será que podem ocorrer "dead pixels", como nas telas de LCD?
Tenho minhas dúvidas se o invento vingará.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Pesquisa avaliará impacto internacional na Amazônia
3/2/2011
Por Mônica PileggiAgência FAPESP – O desmatamento na Floresta Amazônica está quase sempre associado ao desenvolvimento local e, para a comunidade internacional, trata-se de um problema causado por questões nacionais, como a ocupação do solo para fins diversos.
“Mas a Amazônia também se encontra na fronteira agrícola e parte da responsabilidade pelo desmatamento pode ser atribuída à crescente demanda da comunidade internacional por recursos naturais”, disse Joaquim José Martins Guilhoto, professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), à Agência FAPESP.
O pesquisador decidiu entender e mensurar o desmatamento devido à demanda global por produtos agrícolas brasileiros. O estudo se tornou tema de uma proposta aprovada em chamada realizada pela FAPESP em conjunto com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, cujo resultado foi divulgado em dezembro.
O projeto será conduzido por Guilhoto e por Karen Polenske, professora do Departamento de Planejamento e Estudos Urbanos do MIT, economista especializada em recursos naturais e energéticos, sobretudo dos Estados Unidos e da China.
Guilhoto acaba de voltar ao Brasil após passar um ano como professor visitante no Departamento de Planejamento e Estudos Urbanos do MIT. “Durante esse período, desenvolvi com Karen e seu grupo estudos na área de economia regional, abordando questões ambientais no Brasil, Estados Unidos e China. Dessa interação surgiu a ideia de fazer um projeto para entender mais sobre o desmatamento na Amazônia”, contou o coordenador do Projeto Temático "Mercados internacionais agrícolas, pobreza e desigualdade no Brasil", apoiado pela FAPESP e concluído em 2010.
A nova pesquisa está em fase inicial – na formação da base de dados –, e a partir do próximo semestre três alunos orientados por Guilhoto irão a Boston para estagiar no MIT por duas semanas. Em seguida, outros três estudantes de pós-doutorado orientados por Karen virão ao Brasil por outras duas semanas para a troca de experiências com colegas da USP.
Esse intercâmbio marcará a segunda fase do projeto, quando serão analisados os dados coletados. Na USP, as pesquisas serão conduzidas em dois grupos do Departamento de Economia da FEA: no Núcleo de Economia Regional e Urbana e no Núcleo de Economia Socioambiental.
“Nesses grupos, temos bancos com dados econômicos, sociais e ambientais do Brasil que possibilitam fazer estudos e análises regionais e ambientais da economia do país. E é essa experiência que estamos levando para a pesquisa”, destacou Guilhoto.
Por outro lado, o professor ressalta que é necessário entender a dinâmica das economias de países mais desenvolvidos e também como esse fator externo afeta o desmatamento da Amazônia brasileira.
Demanda quantificada
Os estudos de Karen sobre ocupação do solo tiveram início em áreas urbanas na década de 1990. “Estudamos como se dão as relações de produção, demanda de energia e uso de recursos naturais em países como...
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Novela F-X2
A decisão da Presidenta Dilma em adiar a escolha do caça a ser adquirido pela Força Aérea Brasileira parece bem acertada. A impressão é que a francesa Dassault depositava todas suas fichas em vencer a a concorrência F-X2, pela qual o Brasil compraria da empresa 36 caças Rafale, incluindo um acordo de progressiva transferência de tecnologia e produção nacional.
O problema é que a Dassault não conseguiu emplacar seu caça no resto do mundo, e isso é um fator preocupante para um potencial comprador, já que os custos com atualização e manutenção dos aviões é menor quando há produção em maior escala. Fora o risco de o avião tornar-se inviável financeiramente para a empresa.
O texto abaixo é da Bloomberg Businessweek:
The French Fighter Jet That Nobody Wants
O problema é que a Dassault não conseguiu emplacar seu caça no resto do mundo, e isso é um fator preocupante para um potencial comprador, já que os custos com atualização e manutenção dos aviões é menor quando há produção em maior escala. Fora o risco de o avião tornar-se inviável financeiramente para a empresa.
O texto abaixo é da Bloomberg Businessweek:
The French Fighter Jet That Nobody Wants
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
EUA, Sputnik e Brasil III
EUA tentaram impedir programa brasileiro de foguetes, revela WikiLeaks
De: O Globo
Comentário:
O Brasil possui um dos melhores locais do mundo para lançamento de foguetes, e por essa razão construiu o Centro de Lançamento de Alcântara. A posição da base a apenas dois graus da linha do Equador permite uma enorme economia de combustível para o foguete, além se ser uma região bem segura no que se refere a questões climáticas.
Contudo, o país ainda não possui uma tecnologia de ponta para lançamento de foguetes de médio e grande porte, que poderiam transportar qualquer tipo de satélite. Essa tecnologia permitiria ao Brasil, além de lançar seus próprios satélites quando os tiver, alugar a base para lançamento a qualquer interessado, o que geraria lucros de bilhões de dólares.
Por motivos diversos, sejam econômicos, estratégicos, militares, o Brasil enfrenta diversos adversários nessa empreitada. Não há amigos nesse meio, há interesses em jogo. E é isso que o Wikileaks mostrou com a divulgação do documento referido.
Para mais informações, consultem os links abaixo.
Base de Alcântara e os americanos
Centro de Lançamento de Alcântara
De: O Globo
Comentário:
O Brasil possui um dos melhores locais do mundo para lançamento de foguetes, e por essa razão construiu o Centro de Lançamento de Alcântara. A posição da base a apenas dois graus da linha do Equador permite uma enorme economia de combustível para o foguete, além se ser uma região bem segura no que se refere a questões climáticas.
Contudo, o país ainda não possui uma tecnologia de ponta para lançamento de foguetes de médio e grande porte, que poderiam transportar qualquer tipo de satélite. Essa tecnologia permitiria ao Brasil, além de lançar seus próprios satélites quando os tiver, alugar a base para lançamento a qualquer interessado, o que geraria lucros de bilhões de dólares.
Por motivos diversos, sejam econômicos, estratégicos, militares, o Brasil enfrenta diversos adversários nessa empreitada. Não há amigos nesse meio, há interesses em jogo. E é isso que o Wikileaks mostrou com a divulgação do documento referido.
Para mais informações, consultem os links abaixo.
Base de Alcântara e os americanos
Centro de Lançamento de Alcântara
EUA, Sputnik e Brasil II
É possível criticar os EUA por muita coisa, mas é inegável que sua capacidade de inovação e criação foi testada e confirmada após descobrirem que os russos estavam à sua frente na corrida espacial. Os russos conseguiram enviar a primeiro satélite artificial para o espaço, o primeiro cachorro (Laika) e o primeiro homem em órbita, mas perderam a disputa pela lua. Fora a propaganda em cima deste último evento, já que foi transmitido ao vivo para milhões de pessoas.
Para ter uma idéia do que foi o projeto Sputnik, que teria acordado os EUA para a realidade, e pra saber um pouco sobre o que foi a corrida espacial, é só dar uma pesquisada na Wikipedia:
Projeto Sputnik
Corrida Espacial
Para ter uma idéia do que foi o projeto Sputnik, que teria acordado os EUA para a realidade, e pra saber um pouco sobre o que foi a corrida espacial, é só dar uma pesquisada na Wikipedia:
Projeto Sputnik
Corrida Espacial
EUA, Sputnik e Brasil
Obama faz referência a momento Sputnik vivido pelos EUA
De: estadao.com.br
Comentário:
O presidente norte-americano fez referência à necessidade de os americanos reviverem o momento histórico em que conseguiram se recuperar na corrida espacial contra a União Soviética, enviando o primeiro homem à lua. Mas os adversários atualmente são outros: China e Índia, que segundo Obama têm investido pesado no ensino de matemática e ciências de suas crianças.
De: estadao.com.br
Comentário:
O presidente norte-americano fez referência à necessidade de os americanos reviverem o momento histórico em que conseguiram se recuperar na corrida espacial contra a União Soviética, enviando o primeiro homem à lua. Mas os adversários atualmente são outros: China e Índia, que segundo Obama têm investido pesado no ensino de matemática e ciências de suas crianças.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Bem-vindos!
Este é meu primeiro post neste meu primeiro blog. Não pretendo publicar mensagens de forma frenética, especialmente porque não tenho tanto tempo para isso, mas gostaria de compartilhar algumas notícias, idéias e opiniões com velhos e novos amigos, sobre ciência, tecnologia, e um pouco de política no meio disso tudo. O assunto do blog é um pouco específico, mas isso não impede que alguns posts fujam de vez em quando do tema, se julgar relevante a mensagem.
Espero que apreciem o blog!
Um abraço
Cesar
Espero que apreciem o blog!
Um abraço
Cesar
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