quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Instituto Butantan

Uma pena que um investimento desse tipo ocorra apenas depois de uma tragédia para a Ciência e para a História, considerando que muitos exemplares que se perderam no Butantan já estavam extintos na natureza.
Mas não deixa de ser uma boa notícia.
Detalhe para a criação de uma vacina para a dengue que muito em breve deve ficar pronta.

Exemplares bem guardados

24/2/2011
Por Elton Alisson
Agência FAPESP – Quase um ano depois de ser atingida por um incêndio de grandes proporções, que colocou em risco sua existência, a coleção de serpentes do Instituto Butantan ganhará um novo abrigo.
O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o secretário da Saúde, Giovanni Guido Cerri, anunciaram nesta terça-feira (23/2), durante as comemorações dos 110 anos do Butantan, a construção do novo Prédio de Coleções da instituição de pesquisa paulista.
Orçado em R$ 3 milhões, o edifício com área total de 1,6 mil m² deverá ser construído até o fim de 2011 e abrigará, além da coleção de serpentes, a de artrópodes, a de insetos e o banco de tecidos do instituto.

Continua em: Novo prédio para o Instituto Butantan

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Parceria Brasil-Ucrânia

Brasil prepara lançamento inédito de foguete em 2012
BBC Brasil | 17/02/2011 14:56

De acordo com especialistas, foguete Cyclone-4, de fabricação ucraniana, tem pouca capacidade de carga e seu uso ainda é incerto

 O Brasil prepara o lançamento no Maranhão de um foguete ucraniano com um satélite. Na imagem o centro de montagem na Ucrânia, onde o foguete está sendo construído

 

O Brasil prepara, para 2012, um feito inédito em seu programa espacial: pela primeira vez, irá colocar no espaço, a partir do seu próprio solo, um foguete com um satélite a bordo.

Trata-se do Cyclone-4, foguete de fabricação ucraniana que deve ser lançado no ano que vem da base de Alcântara (MA), em uma parceria que começou a ser orquestrada em 2003. Pelo acordo, o Brasil entra com a base, e a Ucrânia, com a tecnologia do foguete.


Um lançamento bem-sucedido pode elevar o status dos dois países no cenário espacial global. No entanto, um dos dilemas do programa é quanto ao uso que o Brasil poderá dar ao Cyclone-4. Alguns especialistas ouvidos pela BBC Brasil consideram “altamente questionável” sua viabilidade comercial.


Uma questão-chave é a capacidade limitada de carga do Cyclone-4: para a chamada órbita geoestacionária, em que o satélite fica a 36 mil km de altitude e parado em relação a um ponto na superfície da Terra, o foguete só consegue levar carga de 1,6 mil quilos, o que é considerado insuficiente para muitos satélites de comunicação.

“O programa foi inicialmente proposto como uma empreitada de cunho comercial, e que deveria se sustentar com a venda dos serviços de lançamentos de satélites. Mas sua evolução não corrobora essa hipótese”, disse José Nivaldo Hinckel, coordenador do departamento de mecânica espacial do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Fontes ligadas à ACS, empresa binacional criada pela...

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Energia sustentável

Uma notícia muito interessante e que pode sacudir o setor energético futuramente. Sem contar que tornará a produção de cana-de-açúcar ambiental e socialmente mais aceitável do que é hoje.
A ideia não é nova, mas logo deverá ser posta em prática para verificar sua viabilidade.

IPT vai construir usina para gaseificar bagaço de cana
IPT - 15/02/2011 

Eletricidade e plásticos
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) irá construir uma usina-piloto de processamento de bagaço de cana-de-açúcar.
A usina, que pretende dar um destino mais nobre ao material hoje queimado, deverá não apenas gerar energia elétrica, como substituir plásticos derivados do petróleo.
A usina deverá entrar em atividade em três anos no município de Piracicaba, no interior de São Paulo, e servirá de modelo ao setor sucroalcooleiro.

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IPT vai construir usina para gaseificar bagaço de cana

Óculos eletrônicos usam lente de cristal líquido

Óculos eletrônicos usam lente de cristal líquido

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/02/2011

A revolução dos óculos
Em 2009, um pesquisador da Universidade de Oxford, na Inglaterra, apresentou uma espécie de óculos universal.
A ideia de nunca mais precisar trocar as lentes é tentadora. Mas o protótipo é esquisito, para dizer o mínimo, e exige nada menos do que uma seringa para que o grau seja ajustado.
A ideia do Dr. Ronald Blum parece estar mais alinhada com o estado da arte da tecnologia. Mas que ninguém se engane: a ideia está sendo desenvolvida há 12 anos, segundo ele.
Finalmente, o oftalmologista empresário está colocando no mercado os seus óculos eletrônicos, batizados de emPower.
Óculos eletrônicos
O objetivo dos óculos eletrônicos é um pouco menos ambicioso do que o dos óculos universais alimentados a seringa d'água: eles visam substituir os óculos bifocais ou multifocais.
O efeito é o mesmo, com a diferença de que a pessoa pode ligar e desligar a porção da lente ajustada para a visão de perto, deixando todo o campo de visão livre quando se quer olhar para longe.

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Óculos Eletrônicos

Comentário:
Interessante invenção que alimenta aquela discussão sobre o custo-benefício de algumas novas tecnologias. Muitos duvidavam que e-book pudesse substituir o livro convencional, e hoje vemos uma profusão de tablets que podem fazer esse papel. Mas se os tablets não possuíssem uma variedade de outras funcionalidades, talvez isso nunca ocorresse.
As dificuldades desses óculos são pelo menos duas: a necessidade de carregar a bateria e sua manutenção.
O prazo de vida das lentes é o mesmo dos óculos convencionais, afinal de contas, se o grau for modificado, as lentes deverão ser trocadas de qualquer forma.
Será que podem ocorrer "dead pixels", como nas telas de LCD?
Tenho minhas dúvidas se o invento vingará.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pesquisa avaliará impacto internacional na Amazônia

3/2/2011
Por Mônica Pileggi

Agência FAPESP – O desmatamento na Floresta Amazônica está quase sempre associado ao desenvolvimento local e, para a comunidade internacional, trata-se de um problema causado por questões nacionais, como a ocupação do solo para fins diversos.
“Mas a Amazônia também se encontra na fronteira agrícola e parte da responsabilidade pelo desmatamento pode ser atribuída à crescente demanda da comunidade internacional por recursos naturais”, disse Joaquim José Martins Guilhoto, professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), à Agência FAPESP.
O pesquisador decidiu entender e mensurar o desmatamento devido à demanda global por produtos agrícolas brasileiros. O estudo se tornou tema de uma proposta aprovada em chamada realizada pela FAPESP em conjunto com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, cujo resultado foi divulgado em dezembro.
O projeto será conduzido por Guilhoto e por Karen Polenske, professora do Departamento de Planejamento e Estudos Urbanos do MIT, economista especializada em recursos naturais e energéticos, sobretudo dos Estados Unidos e da China.
Guilhoto acaba de voltar ao Brasil após passar um ano como professor visitante no Departamento de Planejamento e Estudos Urbanos do MIT. “Durante esse período, desenvolvi com Karen e seu grupo estudos na área de economia regional, abordando questões ambientais no Brasil, Estados Unidos e China. Dessa interação surgiu a ideia de fazer um projeto para entender mais sobre o desmatamento na Amazônia”, contou o coordenador do Projeto Temático "Mercados internacionais agrícolas, pobreza e desigualdade no Brasil", apoiado pela FAPESP e concluído em 2010.
A nova pesquisa está em fase inicial – na formação da base de dados –, e a partir do próximo semestre três alunos orientados por Guilhoto irão a Boston para estagiar no MIT por duas semanas. Em seguida, outros três estudantes de pós-doutorado orientados por Karen virão ao Brasil por outras duas semanas para a troca de experiências com colegas da USP.
Esse intercâmbio marcará a segunda fase do projeto, quando serão analisados os dados coletados. Na USP, as pesquisas serão conduzidas em dois grupos do Departamento de Economia da FEA: no Núcleo de Economia Regional e Urbana e no Núcleo de Economia Socioambiental.
“Nesses grupos, temos bancos com dados econômicos, sociais e ambientais do Brasil que possibilitam fazer estudos e análises regionais e ambientais da economia do país. E é essa experiência que estamos levando para a pesquisa”, destacou Guilhoto.
Por outro lado, o professor ressalta que é necessário entender a dinâmica das economias de países mais desenvolvidos e também como esse fator externo afeta o desmatamento da Amazônia brasileira.
Demanda quantificada
Os estudos de Karen sobre ocupação do solo tiveram início em áreas urbanas na década de 1990. “Estudamos como se dão as relações de produção, demanda de energia e uso de recursos naturais em países como...

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Novela F-X2

A decisão da Presidenta Dilma em adiar a escolha do caça a ser adquirido pela Força Aérea Brasileira parece bem acertada. A impressão é que a francesa Dassault depositava todas suas fichas em vencer a a concorrência F-X2, pela qual o Brasil compraria da empresa 36 caças Rafale, incluindo um acordo de progressiva transferência de tecnologia e produção nacional.

O problema é que a Dassault não conseguiu emplacar seu caça no resto do mundo, e isso é um fator preocupante para um potencial comprador, já que os custos com atualização e manutenção dos aviões é menor quando há produção em maior escala. Fora o risco de o avião tornar-se inviável financeiramente para a empresa.

O texto abaixo é da Bloomberg Businessweek:
The French Fighter Jet That Nobody Wants